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Opinião Jogo Aberto – 22 de Maio de 2020

O Maio Amarelo e as nossas escolhas .

O modal rodoviário é essencial para transportar pessoas e mercadorias, mas pode ter tristes e irreversíveis consequências em termos de efeitos na saúde e no bem-estar de motoristas mal preparados ou que infringem as leis.

Estamos em maio, quando ocorre o movimento Maio Amarelo, que busca chamar atenção da sociedade pelas elevadas taxas de mortalidade no trânsito. Nas cidades ou nas estradas, esses números continuam sendo um desafio significativo aos gestores dos sistemas de transporte. Pois não são números, são vidas.

Estudos da Organização Pan-Americana de Saúde mostram que acidentes de trânsito continuam entre as principais causas de morte em jovens de 5 a 29 anos. Compromissos políticos, investimento em infraestrutura e prestação de serviços com qualidade são estratégias para reduzir feridos e mortos. Mas todo esse empenho não é suficiente sem um fator de extrema importância – a escolha.

Não exceder os limites de velocidade, não beber e dirigir, fazer a adequada manutenção no veículo, usar o capacete e o cinto de segurança, inclusive no banco traseiro, devem ser assumidos como compromisso inegociável de qualquer motorista antes de sair com seus veículos Se não bastasse essa realidade, vivemos em um momento ainda mais crítico – a pandemia da Covid-19.

Diversas ações foram necessárias para proteger a saúde das pessoas, principalmente dos profissionais que prestam serviço de atendimento aos motoristas nas estradas. Uso de máscaras, intensificação nas ações de limpeza com mistura alcoólica 70% e repetitiva higienização de mãos, veículos e ferramentas têm sido indispensáveis. A montagem e a distribuição de kits para motoristas profissionais, ações com realização de exames e vacinação gratuitos, além de orientação sobre segurança viária, contribuem substancialmente para que possamos continuar reduzindo os índices de acidentes.

No tempo em que acompanhamos a elevada taxa de ocupação de leitos hospitalares em alguns municípios do país por conta do novo coronavirus, cuidar preventivamente da saúde e respeitar as leis de trânsito são preponderante para manter o sistema de atendimento médico livre e concentrar seus recursos no atendimento de enfermos não relacionado com traumas provenientes de acidentes viários.

A segurança no trânsito exige uma estratégia nacional e abrangente, envolvendo autoridades nacionais, regionais e locais. E motoristas e pedestres também devem fazer sua parte! Aí está novamente o nosso poder de escolha. Ser prudente no trânsito e na prevenção ao coronavírus é uma questão de opção. É escolher a vida.

Por Marco Aurélio

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