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Opinião Jogo Aberto – 18 de Setembro de 2019

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Mais um pedacinho da Caixa preta do BNDES: financiaram porto com charuto de garantia.

Deve ir para a Câmara toda essa tentativa de partidos políticos de tirar do nosso bolso, do nosso trabalho e do nosso suor o preço da campanha eleitoral que querem fazer no ano que vem. É a campanha municipal para eleger prefeitos e vereadores.

Eles estão querendo aumento de R$ 3,6 bilhões para R$ 4,4 bilhões o custo da campanha em relação a eleição do ano passado para o contribuinte. O fundo eleitoral vai para R$ 2,5 bilhões, o fundo partidário é de quase R$ 1 bilhão, há repasse de quase R$ 1 bilhão para o horário eleitoral e ainda tem a propaganda que custa R$ 164 milhões. Com as mudanças, não haverá limite de gastos com advogado e contador. É o que está querendo o relator do Senado, Weverton Rocha (PDT-MA), que teve 35% dos votos dos maranhenses.

Querem pegar nossos impostos para pagar passagens aéreas para eles. Querem, também, impedir o controle das contas correntes partidárias, o que abre a porta do caixa dois. Além disso, querem pegar nossos impostos para pagar multa – isso foi retirado na Comissão de Constituição e Justiça.

É incrível. Parece que o Senado perdeu a vergonha nessa história de pegar o nosso dinheiro. Oras, vão pedir dinheiro para os filiados do partido! Na última eleição, que foi a presidencial, o candidato que perdeu gastou R$ 60 milhões, e outro R$ 45 milhões.

O candidato que ganhou gastou R$ 2,5 milhões porque não precisou de marqueteiro, não teve o grande horário eleitoral, não gastou com propaganda por aí. Ele fez tudo na rede social, que é praticamente gratuita.

Quem ajudou a elegê-lo foram quase 58 milhões de eleitores: na urna e na campanha. Mas os outros candidatos não se dão conta de que os tempos mudaram e estão querendo pegar o dinheiro dos nossos impostos para isso. Eles deveriam pegar o dinheiro voluntário dos seus seguidores e filiados.

É fácil perceber, porque o presidente Jair Bolsonaro estava tão ávido e impaciente para reassumir a presidência. Ele queria sancionar um projeto de lei que havia sido aprovado em agosto, no Congresso Nacional, que amplia o uso da arma (registrada, claro) dentro da propriedade rural.

Só não entendemos porque a lei anterior restringia o uso da arma à casa sede. Não adiantaria ter a arma se o sujeito não pode proteger o restante da sua propriedade rural. Isso é um grande poder de dissuasão.

Só a presença do novo governo já dissuadiu os bandidos, que passaram a ficar com medo da lei. Antes nós brasileiros tínhamos medo do bandido. Os homicídios dolosos despencaram mais de 20%.

Para vocês terem ideia, o plano no governo Temer era baixar os homicídios em 3%. Já baixou mais de 20%. A gente não ouve mais falar em invasão do MST. Isso tem um poder dissuasório nos invasores e nos ladrões comuns.

Além disso, tem um poder dissuasório também nos ladrões que entram para destruir, matar gado, tacar fogo em propriedade rural e em trator e para destruir pesquisas de décadas. Cortaram o dinheiro, inclusive, e depois disso as invasões despencaram.

A gente fica sabendo de mais um pedacinho da caixa preta do BNDES: Venezuela, Cuba e Moçambique estão inadimplentes em 552 milhões de dólares. Já passou o vencimento há muito tempo e eles não pagaram.

O Tesouro Nacional é que vai bancar isso perante o BNDES, ou seja, quem paga somos nós. É dos nossos impostos que vai ser pago os maus negócios feitos com ditadores por governos anteriores.

Só naquele Porto de Mariel, em Cuba, o empréstimo é de 25 anos e com juros baixíssimos – todo mundo ia querer juros de 176 milhões de dólares. A garantia são os recebíveis da indústria do tabaco. Deram charuto em garantia.”

Por Marco Aurélio

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