Economia

A aposta no bode que alavancou o sucesso do Entre Amigos

Entre Amigos - O Bode começou em uma banca e nesta semana comemora 25 anos do empreendimento que hoje conta com três unidades

De uma banquinha montada perto de uma esquina qualquer de Boa Viagem, que conquistou o público do pós-praia da Zona Sul com uma cerveja gelada e um atendimento de qualidade, nasceu um dos mais famosos empreendimentos gastronômicos do Recife. O nome Entre Amigos ganhou complemento em sua titularidade justamente pela fama que o cardápio do lugar conquistou no início de sua história, há 25 anos, quando o bode ainda não era algo comum de comer nos restaurantes da capital pernambucana. Uma aposta pioneira, assim como tantas outras que norteiam a história ao longo dos 25 anos do Entre Amigos – O Bode, comemorado nesta semana. A pequena unidade de Boa Viagem cresceu no terreno do entorno e se multiplicou, expandindo para o Espinheiro, na Zona Norte, e o Bode Praia, na beira-mar. E se não vai, por agora, privilegiar o público de outros cantos da cidade ou de fora de estado com novas unidades, vai continuar pensando em agradar os clientes fiéis com novidades.

Raimundo Dantas era garçom e decidiu, mesmo com o pouco dinheiro que havia economizado, ter o seu próprio negócio. Por acaso do destino – para quem acredita em coincidências – descobriu, em 1994, através de um amigo o ponto de partida do que seria um grande empreendimento familiar. Convidou a irmã Joana Darc e o cunhado Roberto Farias para serem seus sócios, já que eles entrariam com parte do capital. O receio em investir em uma banca existiu, mas eles decidiram apostar no sonho de Raimundo. “Começamos pequenos, servindo cerveja gelada, atendendo nós mesmos os nossos clientes. E queríamos incrementar o serviço com alguma coisa para comer. Foi quando Roberto sugeriu o bode”, explica Raimundo, que também tem a esposa Najara como sócia.

Esta foi mais uma solução que deixou a família com o pé atrás, mas apostaram novamente e deu tão certo que essa é justamente a base do sucesso. Inclusive, até hoje é o prato que mais vende, com três toneladas por mês “Eu pensei que não tinha lógica, ninguém conhecia carne de bode na época, mas Roberto trabalhava com o bode e insistiu. Tanto que começamos com o bode guisado e não teve muito sucesso. A aceitação aconteceu quando fizemos ele assado”, comenta. O crescimento foi se dando aos poucos, ganhando mais espaço no terreno, fazendo pequenas reformas para atender ao público que só aumentava. Quatro anos depois, ocorreu a primeira grande expansão, com a compra da casa ao lado. “Foi uma coisa engraçada porque fizemos a proposta ao dono e pedimos para parcelar o valor e ele confiou na gente e nos vendeu”, conta.

Com a nova estrutura, o Entre Amigos deixou de ser apenas um bar e foi montado o primeiro cardápio a la carte. Logo os cliente começaram a pedir uma unidade na Zona Norte, demanda que foi atendida em 2003, no casarão na Rua da Hora, no Espinheiro. O segundo restaurante em Boa Viagem nasceu em 2013, após pesquisa de mercado, e conta com um cardápio diferenciado, com frutos do mar. Dos cinco funcionários iniciais, hoje o grupo conta com 360. “A gente não imaginava que ia fazer tanto sucesso, mas a gente sempre acreditou e sempre sonhou com o crescimento. Emendávamos dia e noite trabalhando e nunca perdemos o foco do que a gente esperava da empresa. E o melhor é que nossa essência é a mesma até hoje”, vibra Joana Darc.

E engana-se quem pensa que depois de tanto tempo de funcionamento e com três casas consolidadas os sócios se acomodaram. Hoje somam a energia de Suelen e Eduardo, filhos de Joana e Roberto, para pensar nas novidades. “Meus filhos amam o que fazem, eles são minha continuidade e cuidam dos restaurantes com o mesmo amor e cuidado”, admira a mãe. Recentemente, a unidade do Espinheiro recebeu investimentos para uma cobertura nova na área externa e para incrementar o espaço e o menu com comida japonesa, além de um self service. Em Boa Viagem, o cardápio foi repaginado, mas sem perder a característica regional. O próximo menu a ser repaginado é o do Praia.

Mais uma ideia pioneira que nasceu por um acaso

Assim como a banca apareceu de forma despretensiosa como uma possibilidade de negócios, em 2015 a família acabou embarcando em outro nicho de mercado quase que por um acaso. Das festas infantis da amiga da filha nasceu a oportunidade de entrar em mais um negócio, também pioneiro em Pernambuco na época. Raimundo Dantas e o filho Eduardo Farias se juntaram com Thomé Calmon para investir em uma microcervejaria quando o mercado de cerveja artesanal ainda não era difundido no estado. Também deu certo. Hoje, a Debron conquistou não apenas os consumidores da capital pernambucana como também do interior.

Thomé trabalhava em uma multinacional do segmento de bebidas e, um dia, deparou-se com um homem esperando por uma reunião no corredor da empresa. Comovido, convidou para um almoço. Mal sabia ele que ali estava abrindo as portas para um bom negócio, afinal ele estava de frente com um fornecedor. Conversaram sobre o mercado cervejeiro que já despontava nas regiões Sudeste e Sul. “Thomé adorou a ideia e veio conversar comigo em um aniversário da filha dele e eu também gostei. Meu filho logo se interessou e embarcamos nessa nova aposta também pioneira”, conta Raimundo.

A fábrica da Debron está instalada em Jaboatão dos Guararapes em uma área de 600 metros quadrados. Segundo Raimundo, a planta começou com uma produção de quatro mil litros e capacidade instalada para 30 mil litros. “Nunca precisamos ampliar a estrutura física, mas aumentamos a estrutura de máquinário, com mais tanques também. Já temos uma capacidade produtiva para 150 mil litros por mês e vamos ampliar novamente ainda neste ano”, conta.

FONTE: diariodepernambuco.com.br

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